31 de dezembro de 2010



"De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar"


É oque desejo a todos nós em 2011!
Salve!

15 de dezembro de 2010

Bela diz:

         "Gosto mais do cara da fábrica, você sabe bem disso...
         Mas me permiti gostar também daquele cara que pula muros e invade colégios, como quem assume a loucura de se deixar levar pelo momento e deixar que, pelo menos por um instante, as mascaras caiam. Se mostra sensível e diferente de uma maioria morta e de um mundo sem saída. 
      Ainda sim, prefiro o cara que busca ver no sol uma fonte de iluminação e convive com o paradoxo de se deixar cegar por essa luz, apenas por saber que a luz que pode cegá-lo...
          LIBERTA!"

7 de dezembro de 2010

Iluminação


Que deus me traga uma doença incurável!
Para que cada dia seja novamente único,
Como na infância.
Para que cada momento seja um novo diamante
De prazeres e descobertas
Como outrora foi.

E o doutor, sentado em sua cadeira confortável
Abraçado por paredes brancas, cobertas de diplomas,
Distraído e indiferente,
Me olharia por cima de seus óculos,
E exercitando sua fria piedade profissional, diria:
“você está condenado”,
“Sofres de uma rara doença que te roubará a vida em três meses”.
E me receitaria seus medicamentos e internação imediata.

Mas excitado como quem foge da prisão
Eu sairia de sua sala contente e frustrado,
Como quem conquista um emprego do qual nunca sonhou,
Mas que agora já não parece uma má idéia.
Eu viajaria pela minha cidade,
Depois pelas cidades vizinhas
Conheceria seu povo, sua história, sua cultura.
E então descobriria meu país.
O interior de cada estado,
Bem distante de suas capitais.
Onde a música ainda dita o ritmo,
E os segundos são contados a enxadadas.

E eu beberia da água dos córregos a beira da estrada
E tomaria banho de rio, cachoeira, riacho e lagoa.
E quando olhasse para o sol perceberia
Que já não preciso das festas, shows e bebidas de outrora.
Pois agora os pássaros são meus irmãos,
As folhas das árvores são meus poemas
E a água da chuva, é agora o meu vinho.

E quando olhasse para a lua, deitado sobre a grama,
Banhado por estrelas,
Ouvindo suas fábulas e contos esquecidos,
Girando ao meu redor feito vaga-lumes,
Entenderia finalmente, que estou vivo!

( Wálisson Menezes )