O que eu escrevo é como o vento.
Como um beijo descompromissado de fim de noite
Ou o olhar malicioso de uma desconhecida.
É o carinho fugaz de um pôr do sol.
Ou a beleza dançarina da tempestade.
Ou a beleza dançarina da tempestade.
É algo que vem sem avisar
E se vai sem ninguém reparar.
Brota no papel feito grama na calçada
E não serve para ser recitado.
Pouco provávelmente será lembrado.
Pouco provávelmente será lembrado.
Como folha que cai
Ou pedra que rola.
Ou pedra que rola.
Mas para mim
É pão,
Vinho
E alma.
É um vôo rasante por uma terra desconhecida.
É o grito de vida de um recém nascido.
Estado de graça
Estado de graça
Uivo!
(Wálisson Menezes)
