
Desejei uma bela coroa de rosas
Para combinar com minha roupa nova.
Mas o vento já havia roubado as pétalas
E a mim só restaram os espinhos.
Lancei o dedo nas estradas
Heroicamente a procura de mim mesmo.
Mas não pude ir tão longe,
Minhas lágrimas assustaram os motoristas.
Corri pra casa com medo,
Ansioso por um lar que todos diziam existir.
Mas nada havia lá, nem mesmo um buraco
Que pudesse me tragar de volta a terra.
Sem abrigo e sem amigos,
Procurei o bar mais sujo da cidade.
Encontrei alguns anjos bebendo e jogando cartas.
Protestavam ébrios sobre como Deus havia se tornado um grande cretino.
Afundei ainda mais a cabeça na mesa
E descobri que os anjos também fedem e dão escândalo.
Saí tentando acompanhar a chuva,
Talvez ela pudesse me lavar a alma.
Mas os pingos lavavam primeiro os prédios
E já chegavam sujos até mim.
Só encontrei abrigo no sorriso podre da sarjeta,
Deitado sobre um jornal de ontem
Que gritava em meus ouvidos
Que outro recém-nascido havia sido encontrado,
Morto no lixo com sinais de estupro.
(Wálisson Menezes)
Para combinar com minha roupa nova.
Mas o vento já havia roubado as pétalas
E a mim só restaram os espinhos.
Lancei o dedo nas estradas
Heroicamente a procura de mim mesmo.
Mas não pude ir tão longe,
Minhas lágrimas assustaram os motoristas.
Corri pra casa com medo,
Ansioso por um lar que todos diziam existir.
Mas nada havia lá, nem mesmo um buraco
Que pudesse me tragar de volta a terra.
Sem abrigo e sem amigos,
Procurei o bar mais sujo da cidade.
Encontrei alguns anjos bebendo e jogando cartas.
Protestavam ébrios sobre como Deus havia se tornado um grande cretino.
Afundei ainda mais a cabeça na mesa
E descobri que os anjos também fedem e dão escândalo.
Saí tentando acompanhar a chuva,
Talvez ela pudesse me lavar a alma.
Mas os pingos lavavam primeiro os prédios
E já chegavam sujos até mim.
Só encontrei abrigo no sorriso podre da sarjeta,
Deitado sobre um jornal de ontem
Que gritava em meus ouvidos
Que outro recém-nascido havia sido encontrado,
Morto no lixo com sinais de estupro.
(Wálisson Menezes)
2 comentários:
Esse Poema eu ja conhecia,
mas ainda nao tinha feito um comentario, é lendo poemas e contos de um amigo que a vontade
de escrever me veio, sao poemas como esses que me fazem insistir na literatura, se minha mãe soubesse que estou escrevendo e que minha vontade de ser um escritor é tao grande quanto a vontade que ela tem que eu vença na vida, ela me deserdaria, mano continua escrevendo poemas belos como esses que so assim terei forças e palavras pra escrever.
Abraço!
nossa muito bomm...seu estilo de escrever tem sei geito...é bem legal...gostei muito
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